terça-feira, 20 de abril de 2010

é tudo uma questão de química!...


é como que um ciclo vicioso...

acabamos sempor por nos sentirmos atraídos pela pessoa "errada", acabamos sempre por bater com a cabeça na parede...

no fundo, é tudo uma questão de hábito...

as pessoas, por muito que não queiram, habituam-se a viver sozinhas, rodeada de amigos e familia, é verdade, mas falta ali mais qualquer coisa...

por muito que se queira investir, vemos o nosso caminho barrado, sem qualquer outro tipo de percurso.

vemos os dias a passar, as crianças a crescer, as várias estações do ano a passaram-nos pela pele... e tudo continua na mesma!

e porque não começarmos a falar abertamente sobre as coisas? e porque não dizermos tudo aquilo que sentimos?

e as consequências? o que nos rodeia, como fica?

temos de pensar um bocadinho mais em nós... se as coisas forem bem feitas, concerteza que não correrá tudo mal!


se ao menos houvesse uma fórmula quimica, tudo seria mais fácil!

quarta-feira, 7 de abril de 2010


You want me?

Fucking well coming and find me

I'll be waiting

whit a gun and a pack of sandwiches

and nothing

nothing

nothing

nothing

terça-feira, 2 de março de 2010

Bem vindo a ti!

"Vamos ver o sol
Ver o mundo a morrer
Lá fora não nos faltam filmes para ver e fazer
O filho deita-o pela boca e deixa o puto crescer
Confortavelmente no seu corpo
Vamos pelo chão deste mundo esquecer
Que agora nada tem um brilho de colhêr e comer
Sobra sempre um dia para nos rendermos a estar
Lamentavelmente num só corpo"

Manuel Cruz

segunda-feira, 1 de março de 2010

do tumulo de Fernando Pessoa li...

"Para se ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive".

Ricardo Reis
1933
Estou, mais uma vez, naquele sitio onde o sofrimento é constante...
Mais uma tarde no hospital, a minha terceira casa (ou será a primeira?!)
Mais um dia a executar técnicas dolorosas, a espetar agulhas nos corpos doentes dos outros, a fazer pensos a feridas abertas que sangram, a remover uns pontos aqui e ali...
Estou mais uma vez a fazer o que gosto, porque se há coisa que mantenho, de principio, é a humanização, é o dar um pouco de mim para aliviar o sofrimento do outro...
Incutiram-me que o nosso papel não passa apenas por tratar a doença, mas cuidar da (e na) saúde. Mas, de facto, no papel tudo é perfeito, fantástico...
Quando nos apercebemos do mundo que nos rodeiam, as coisas doem...
... E principalmente hoje estou vulnerável a sentir a dor dos outros...
É-me particularmente dificil fazer técnicas dolorosas, olhar para a morte e ter de a aceitar como sendo uma etapa natural, pela qual todos passamos...
... É-me particularmente dificil olhar para a senhora a chorar, ou para o senhor que tem um enfarte do tamanho do mundo e precisa de ser intervencionado...
Sim, fui eu que escolhi o que faço... não me arrependo... Cada vez mais tenho forças para fazer aquilo que for preciso, para mudar as vezes que forem necessárias...
Mas hoje não... Hoje sinto que as forças estão em baixo, sinto que preciso de fazer a digestão que ficou mal feita...

... Hoje sinto que preciso um pouco mais de mim

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Nada fica de nada

Nada fica de nada.
Nada somos.
Um pouco ao sol e ao ar nos atrasamos
Da irrespirável treva que nos pese
Da humilde terra imposta,
Cadáveres adiados que procriam.

Leis feitas, estátuas vistas, odes findas —
Tudo tem cova sua.
Se nós, carnes
A que um íntimo sol dá sangue, temos
Poente, por que não elas?
Somos contos contando contos, nada.

Ricardo Reis


às vezes penso assim...

Sinto-me, hoje, diferente do que era dantes...

Fui forçado a mudar muitos hábitos na minha vida, a quebrar muitas rotinas na minha vida...

Se é bom?!

Não sei... Posso dizer que é diferente, e que cada vez mais penso que tudo é uma questão de hábito...

Falta-me muita bagagem para lidar com muita coisa, mas sei que a minha mala já está mais cheia, mais completa, mais pesada...

Começamos a ter alguma bagagem com certo tipo de situações.

Sei que demoramos tempo a perceber determinadas situações, mas não há nada que o tempo não resolva (cada vez me convenço mais disso).

Dizem que me conhecem, mas há momentos que eu próprio não me conheço! Há momentos que lido muito bem com determinadas situações, o que era impensável dantes.

Ainda me falta muito para andar, mas os musculos estão cada vez mais fortes, a minha mente cada vez mais aberta..

O medo, esse, ás vezes ainda teima em aparecer... Mas aprendi a respirar fundo. Aprendi a pensar de modo diferente, a ser mais racional, a não criar tantas versões das situações, a não incluir nelas mais objectos que não existem...

Se sou feliz?!

Não sei... Sinto-me bem, falta-me sempre qualquer coisa, mas isto vai acontecer até ao final dos meus dias...

Se estou bem?!

Vou estando, obrigado. Uns dias melhores que outros, uma momentos melhores que outros tantos...

Sei que tenho gente que gosta de mim, que bebe comigo, que sai comigo, que vive comigo, que sorri comigo... Sei que tenho gente que me admira, que sabe o que valho, que me dá valor...

E em relação ao valor, aprendi que não quero mais do que aquilo que mereço...

Ambiciono muita coisa, sim, que quero concretizar...

Vou aprendendo a ter mais calma, e a levar as coisas de uma maneira diferente...

Mas há coisas que se mantêm...

A maneira de olhar...

de escutar...

de abraçar...

de por e simplesmente conseguir passar uma noite muito bem disposto, como já tinha saudades!

Pode dizer-se que continuo igual, mas de forma diferente...

domingo, 21 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Rosa - Rodrigo Leão

Hoje o céu está mais azul,eu sinto...
Fecho os olhos.
Mesmo assim eu sinto...
O meu corpo estremeceu.
Não consigo adormecer.

Nem o tempo vai chegar
Para dizer o quanto eu sinto
Você longe de mim.
É uma espécie de dor...
Hoje o céu está mais azul
eu sinto...
Olho à volta
E mesmo assim eu sinto
Que este amor vai acabar
e a saudade vai voltar...

Já não sei o que esperar
Dessa vida fugidia...
Não sei como explicar
Mas eu mesmo assim o amo.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Tenho saudades de:
- Sair à noite até de manhã;
- Dançar toda a noite, até não aguentar mais;
- Ter uma noite com a mulher da minha vida, a ver as estrelas e o mar;
- Uma massagem nas costas e na nuca!
- Andar de avião;
- Estar de Férias;
- Discutir;
- Comer pastéis de Belém;
- Cortar o cabelo;
- Andar na montanha russa;
- Gastar dinheiro em roupa;
- Algumas pessoas;

Pensamento do Dia