do tumulo de Fernando Pessoa li...
"Para se ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive".
Ricardo Reis
1933
segunda-feira, 1 de março de 2010
Estou, mais uma vez, naquele sitio onde o sofrimento é constante...
Mais uma tarde no hospital, a minha terceira casa (ou será a primeira?!)
Mais um dia a executar técnicas dolorosas, a espetar agulhas nos corpos doentes dos outros, a fazer pensos a feridas abertas que sangram, a remover uns pontos aqui e ali...
Estou mais uma vez a fazer o que gosto, porque se há coisa que mantenho, de principio, é a humanização, é o dar um pouco de mim para aliviar o sofrimento do outro...
Incutiram-me que o nosso papel não passa apenas por tratar a doença, mas cuidar da (e na) saúde. Mas, de facto, no papel tudo é perfeito, fantástico...
Quando nos apercebemos do mundo que nos rodeiam, as coisas doem...
... E principalmente hoje estou vulnerável a sentir a dor dos outros...
É-me particularmente dificil fazer técnicas dolorosas, olhar para a morte e ter de a aceitar como sendo uma etapa natural, pela qual todos passamos...
... É-me particularmente dificil olhar para a senhora a chorar, ou para o senhor que tem um enfarte do tamanho do mundo e precisa de ser intervencionado...
Sim, fui eu que escolhi o que faço... não me arrependo... Cada vez mais tenho forças para fazer aquilo que for preciso, para mudar as vezes que forem necessárias...
Mas hoje não... Hoje sinto que as forças estão em baixo, sinto que preciso de fazer a digestão que ficou mal feita...
... Hoje sinto que preciso um pouco mais de mim
Mais uma tarde no hospital, a minha terceira casa (ou será a primeira?!)
Mais um dia a executar técnicas dolorosas, a espetar agulhas nos corpos doentes dos outros, a fazer pensos a feridas abertas que sangram, a remover uns pontos aqui e ali...
Estou mais uma vez a fazer o que gosto, porque se há coisa que mantenho, de principio, é a humanização, é o dar um pouco de mim para aliviar o sofrimento do outro...
Incutiram-me que o nosso papel não passa apenas por tratar a doença, mas cuidar da (e na) saúde. Mas, de facto, no papel tudo é perfeito, fantástico...
Quando nos apercebemos do mundo que nos rodeiam, as coisas doem...
... E principalmente hoje estou vulnerável a sentir a dor dos outros...
É-me particularmente dificil fazer técnicas dolorosas, olhar para a morte e ter de a aceitar como sendo uma etapa natural, pela qual todos passamos...
... É-me particularmente dificil olhar para a senhora a chorar, ou para o senhor que tem um enfarte do tamanho do mundo e precisa de ser intervencionado...
Sim, fui eu que escolhi o que faço... não me arrependo... Cada vez mais tenho forças para fazer aquilo que for preciso, para mudar as vezes que forem necessárias...
Mas hoje não... Hoje sinto que as forças estão em baixo, sinto que preciso de fazer a digestão que ficou mal feita...
... Hoje sinto que preciso um pouco mais de mim
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Nada fica de nada
Nada fica de nada.
Nada somos.
Um pouco ao sol e ao ar nos atrasamos
Da irrespirável treva que nos pese
Da humilde terra imposta,
Cadáveres adiados que procriam.
Leis feitas, estátuas vistas, odes findas —
Tudo tem cova sua.
Se nós, carnes
A que um íntimo sol dá sangue, temos
Poente, por que não elas?
Somos contos contando contos, nada.
Ricardo Reis
às vezes penso assim...
Nada somos.
Um pouco ao sol e ao ar nos atrasamos
Da irrespirável treva que nos pese
Da humilde terra imposta,
Cadáveres adiados que procriam.
Leis feitas, estátuas vistas, odes findas —
Tudo tem cova sua.
Se nós, carnes
A que um íntimo sol dá sangue, temos
Poente, por que não elas?
Somos contos contando contos, nada.
Ricardo Reis
às vezes penso assim...

Sinto-me, hoje, diferente do que era dantes...
Fui forçado a mudar muitos hábitos na minha vida, a quebrar muitas rotinas na minha vida...
Se é bom?!
Não sei... Posso dizer que é diferente, e que cada vez mais penso que tudo é uma questão de hábito...
Falta-me muita bagagem para lidar com muita coisa, mas sei que a minha mala já está mais cheia, mais completa, mais pesada...
Começamos a ter alguma bagagem com certo tipo de situações.
Sei que demoramos tempo a perceber determinadas situações, mas não há nada que o tempo não resolva (cada vez me convenço mais disso).
Dizem que me conhecem, mas há momentos que eu próprio não me conheço! Há momentos que lido muito bem com determinadas situações, o que era impensável dantes.
Ainda me falta muito para andar, mas os musculos estão cada vez mais fortes, a minha mente cada vez mais aberta..
O medo, esse, ás vezes ainda teima em aparecer... Mas aprendi a respirar fundo. Aprendi a pensar de modo diferente, a ser mais racional, a não criar tantas versões das situações, a não incluir nelas mais objectos que não existem...
Se sou feliz?!
Não sei... Sinto-me bem, falta-me sempre qualquer coisa, mas isto vai acontecer até ao final dos meus dias...
Se estou bem?!
Vou estando, obrigado. Uns dias melhores que outros, uma momentos melhores que outros tantos...
Sei que tenho gente que gosta de mim, que bebe comigo, que sai comigo, que vive comigo, que sorri comigo... Sei que tenho gente que me admira, que sabe o que valho, que me dá valor...
E em relação ao valor, aprendi que não quero mais do que aquilo que mereço...
Ambiciono muita coisa, sim, que quero concretizar...
Vou aprendendo a ter mais calma, e a levar as coisas de uma maneira diferente...
Mas há coisas que se mantêm...
A maneira de olhar...
de escutar...
de abraçar...
de por e simplesmente conseguir passar uma noite muito bem disposto, como já tinha saudades!
Pode dizer-se que continuo igual, mas de forma diferente...
domingo, 21 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Rosa - Rodrigo Leão
Hoje o céu está mais azul,eu sinto...
Fecho os olhos.
Mesmo assim eu sinto...
O meu corpo estremeceu.
Não consigo adormecer.
Nem o tempo vai chegar
Para dizer o quanto eu sinto
Você longe de mim.
É uma espécie de dor...
Hoje o céu está mais azul
eu sinto...
Olho à volta
E mesmo assim eu sinto
Que este amor vai acabar
e a saudade vai voltar...
Já não sei o que esperar
Dessa vida fugidia...
Não sei como explicar
Mas eu mesmo assim o amo.
Fecho os olhos.
Mesmo assim eu sinto...
O meu corpo estremeceu.
Não consigo adormecer.
Nem o tempo vai chegar
Para dizer o quanto eu sinto
Você longe de mim.
É uma espécie de dor...
Hoje o céu está mais azul
eu sinto...
Olho à volta
E mesmo assim eu sinto
Que este amor vai acabar
e a saudade vai voltar...
Já não sei o que esperar
Dessa vida fugidia...
Não sei como explicar
Mas eu mesmo assim o amo.
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sábado, 13 de fevereiro de 2010
- Sair à noite até de manhã;
- Dançar toda a noite, até não aguentar mais;
- Ter uma noite com a mulher da minha vida, a ver as estrelas e o mar;
- Uma massagem nas costas e na nuca!
- Andar de avião;
- Estar de Férias;
- Discutir;
- Comer pastéis de Belém;
- Cortar o cabelo;
- Andar na montanha russa;
- Gastar dinheiro em roupa;
- Gastar dinheiro em roupa;
- Algumas pessoas;
sábado, 9 de janeiro de 2010
cracer faz-nos bem...
há certo tipo de situações que, forçosamente, nos fazem crescer... eu não tinha bem noção de certo tipo de coisas, de coisas que faziam mal, não saberia como poderiam acabar...
por força da profissão contacto todos os dias com os corações das pessoas... dou-lhes mais alguns anos de vida... mas nem sempre isso acontece...
(o que vale é que tenho a minha irmã LG, que me aclara sempre as ideias e que me relembra, com a sua voz caracteristica mas vocês não controlam tudo! fizes-te o melhor que podias, não fizeste? então pronto!)
mexer no coração de outras pessoas tem coisas boas e coisas más... ás vezes bate muito depressa... ás vezes pára... ás vezes fica impecável para preencher aquele compartimento que nos faz sentir imensamente bem...
eu hoje sinto-me bem!
sinto-me imensamente bem... porque apesar de não poder controlar tudo, sei que faço o melhor que posso, e que sei...
sinto que quero preencher o compartimento que esteve vazio!
sinto que a cada dia que passa consigo ser diferente, mais racional, mais forte...
as coisas que os abalam, na altura sabem muito mal... mas quendo esse sabor a fel passa, sentimo-nos crescidos, amadurecidos, não vamos errar outra vez...
Eu aprendi muito nestes ultimos tempos...
e quero continuar a ter alguém que me ensine...
quero aprender para sempre!
há certo tipo de situações que, forçosamente, nos fazem crescer... eu não tinha bem noção de certo tipo de coisas, de coisas que faziam mal, não saberia como poderiam acabar...
por força da profissão contacto todos os dias com os corações das pessoas... dou-lhes mais alguns anos de vida... mas nem sempre isso acontece...
(o que vale é que tenho a minha irmã LG, que me aclara sempre as ideias e que me relembra, com a sua voz caracteristica mas vocês não controlam tudo! fizes-te o melhor que podias, não fizeste? então pronto!)
mexer no coração de outras pessoas tem coisas boas e coisas más... ás vezes bate muito depressa... ás vezes pára... ás vezes fica impecável para preencher aquele compartimento que nos faz sentir imensamente bem...
eu hoje sinto-me bem!
sinto-me imensamente bem... porque apesar de não poder controlar tudo, sei que faço o melhor que posso, e que sei...
sinto que quero preencher o compartimento que esteve vazio!
sinto que a cada dia que passa consigo ser diferente, mais racional, mais forte...
as coisas que os abalam, na altura sabem muito mal... mas quendo esse sabor a fel passa, sentimo-nos crescidos, amadurecidos, não vamos errar outra vez...
Eu aprendi muito nestes ultimos tempos...
e quero continuar a ter alguém que me ensine...
quero aprender para sempre!
sábado, 2 de janeiro de 2010
domingo, 27 de dezembro de 2009

"Escolher um caminho significa abandonar outros.
Querer percorrer todos os caminhos possiveis
é acabar por não percorrer nenhum."
Paulo Coelho, Brida
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