cracer faz-nos bem...
há certo tipo de situações que, forçosamente, nos fazem crescer... eu não tinha bem noção de certo tipo de coisas, de coisas que faziam mal, não saberia como poderiam acabar...
por força da profissão contacto todos os dias com os corações das pessoas... dou-lhes mais alguns anos de vida... mas nem sempre isso acontece...
(o que vale é que tenho a minha irmã LG, que me aclara sempre as ideias e que me relembra, com a sua voz caracteristica mas vocês não controlam tudo! fizes-te o melhor que podias, não fizeste? então pronto!)
mexer no coração de outras pessoas tem coisas boas e coisas más... ás vezes bate muito depressa... ás vezes pára... ás vezes fica impecável para preencher aquele compartimento que nos faz sentir imensamente bem...
eu hoje sinto-me bem!
sinto-me imensamente bem... porque apesar de não poder controlar tudo, sei que faço o melhor que posso, e que sei...
sinto que quero preencher o compartimento que esteve vazio!
sinto que a cada dia que passa consigo ser diferente, mais racional, mais forte...
as coisas que os abalam, na altura sabem muito mal... mas quendo esse sabor a fel passa, sentimo-nos crescidos, amadurecidos, não vamos errar outra vez...
Eu aprendi muito nestes ultimos tempos...
e quero continuar a ter alguém que me ensine...
quero aprender para sempre!
sábado, 9 de janeiro de 2010
sábado, 2 de janeiro de 2010
domingo, 27 de dezembro de 2009

"Escolher um caminho significa abandonar outros.
Querer percorrer todos os caminhos possiveis
é acabar por não percorrer nenhum."
Paulo Coelho, Brida
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Pensamentos...
domingo, 13 de dezembro de 2009
Confesso que o meu objectivo de hoje era realmente poder escrever qualquer coisa bonita...
Poderia pensar que hoje seria mais um dia "não", ou qualquer coisa do género... Mas não! Sinto apenas uma melancolia passar-me pela espinha, e arrepia cada canto do meu corpo. Penso que quando chegam estas alturas dos aniversários, e dos natais e estas coisas todas é normal que "isto" me aconteça... Nem que seja pelo facto de ter de fazer sempre comparação com o ano anterior! Nem que seja por pensar que este ano vai ser diferente, que não estarei com a família na noite em que eu me escondia com a minha tia às 0h, ouvia a tocarem à campaínha (mal sabia eu que era o meu avô... :) ) e quando chegava à sala estava uma enormidade de presentes à minha espera! Nem que seja por naquela noite colocar com a minha avó uma velinha na janela. Ela dizia que "era para os meninos que não têm nada serem iluminados"... Para que o pai natal não se esqueça dele... E eu esboçava um sorriso de orelha a orelha...
Poderia pensar que hoje seria mais um dia "não", ou qualquer coisa do género... Mas não! Sinto apenas uma melancolia passar-me pela espinha, e arrepia cada canto do meu corpo. Penso que quando chegam estas alturas dos aniversários, e dos natais e estas coisas todas é normal que "isto" me aconteça... Nem que seja pelo facto de ter de fazer sempre comparação com o ano anterior! Nem que seja por pensar que este ano vai ser diferente, que não estarei com a família na noite em que eu me escondia com a minha tia às 0h, ouvia a tocarem à campaínha (mal sabia eu que era o meu avô... :) ) e quando chegava à sala estava uma enormidade de presentes à minha espera! Nem que seja por naquela noite colocar com a minha avó uma velinha na janela. Ela dizia que "era para os meninos que não têm nada serem iluminados"... Para que o pai natal não se esqueça dele... E eu esboçava um sorriso de orelha a orelha...
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domingo, 29 de novembro de 2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Post-bem-disposto!
Encho o peito de ar, hoje, para poder dizer que estou bem...
Aprendi a lidar, e apreendi que momentos em que estamos connosco mesmos são muito importantes.
Aprendi a aliar a isso momentos que partilho com gente que nunca me largou, apesar de tudo, nem me vai largar! :)
Aprendi a escrever coisas alegres, como este texto de hoje, porque há alguém que lê este espaço que apenas diz que vê coisas tristes.
Aprendi a relacionar-me de forma diferente com as outras pessoas...
Aprendi que às vezes é preciso mudar... Mudarmos a nossa maneira de ser, a nossa personalidade... Ás vezes é preciso mudar aquilo que tomamos como certo e intocável!
Mudar faz bem, pelo menos a mim tem feito.
Aqui pode perfeitamente começar um balanço deste ano:
Ponto 1\ Ninguém me fere, ninguém diz que é melhor que eu!
Ponto 2\ Mudar, às vezes, é a melhor coisa que há no Mundo!
Ponto 3\ O Amor faz falta, mas apenas com a pessoa certa...
Ponto 4\ Os amigos para sempre, mesmo quando pensamos que não!!!
Ponto 5\ Ás vezes as histórias dos outros mudam as nossas histórias...
Ponto 6\ Adoro a minha mãe e o meu pai!
Ponto 7\ Apenas porque não quero só seis pontos!!!
Não planeio muita coisa para o futuro.
Apenas o essencial.
Aprendi a lidar, e apreendi que momentos em que estamos connosco mesmos são muito importantes.
Aprendi a aliar a isso momentos que partilho com gente que nunca me largou, apesar de tudo, nem me vai largar! :)
Aprendi a escrever coisas alegres, como este texto de hoje, porque há alguém que lê este espaço que apenas diz que vê coisas tristes.
Aprendi a relacionar-me de forma diferente com as outras pessoas...
Aprendi que às vezes é preciso mudar... Mudarmos a nossa maneira de ser, a nossa personalidade... Ás vezes é preciso mudar aquilo que tomamos como certo e intocável!
Mudar faz bem, pelo menos a mim tem feito.
Aqui pode perfeitamente começar um balanço deste ano:
Ponto 1\ Ninguém me fere, ninguém diz que é melhor que eu!
Ponto 2\ Mudar, às vezes, é a melhor coisa que há no Mundo!
Ponto 3\ O Amor faz falta, mas apenas com a pessoa certa...
Ponto 4\ Os amigos para sempre, mesmo quando pensamos que não!!!
Ponto 5\ Ás vezes as histórias dos outros mudam as nossas histórias...
Ponto 6\ Adoro a minha mãe e o meu pai!
Ponto 7\ Apenas porque não quero só seis pontos!!!
Não planeio muita coisa para o futuro.
Apenas o essencial.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
A Noite é Muito Escura
Aparte dos estados de espirito, andava a navegar, quando li este poema de Caeiro...
Decidi partilhar!
É noite. A noite é muito escura. Numa casa a uma grande distância
Brilha a luz duma janela.
Vejo-a, e sinto-me humano dos pés à cabeça. É
curioso que toda a vida do indivíduo que ali mora, e que não sei quem é,
Atrai-me só por essa luz vista de longe.
Sem dúvida que a vida dele é real e ele tem cara, gestos, família e profissão.
Mas agora só me importa a luz da janela dele.
Apesar de a luz estar ali por ele a ter acendido,
A luz é a realidade imediata para mim.
Eu nunca passo para além da realidade imediata.
Para além da realidade imediata não há nada.
Se eu, de onde estou, só veio aquela luz,
Em relação à distância onde estou há só aquela luz.
O homem e a família dele são reais do lado de lá da janela.
Eu estou do lado de cá, a uma grande distância.
A luz apagou-se.
Que me importa que o homem continue a existir?
Alberto Caeiro,
Poemas Inconjuntos
Decidi partilhar!
É noite. A noite é muito escura. Numa casa a uma grande distância
Brilha a luz duma janela.
Vejo-a, e sinto-me humano dos pés à cabeça. É
curioso que toda a vida do indivíduo que ali mora, e que não sei quem é,
Atrai-me só por essa luz vista de longe.
Sem dúvida que a vida dele é real e ele tem cara, gestos, família e profissão.
Mas agora só me importa a luz da janela dele.
Apesar de a luz estar ali por ele a ter acendido,
A luz é a realidade imediata para mim.
Eu nunca passo para além da realidade imediata.
Para além da realidade imediata não há nada.
Se eu, de onde estou, só veio aquela luz,
Em relação à distância onde estou há só aquela luz.
O homem e a família dele são reais do lado de lá da janela.
Eu estou do lado de cá, a uma grande distância.
A luz apagou-se.
Que me importa que o homem continue a existir?
Alberto Caeiro,
Poemas Inconjuntos
Corda
Como uma corda tensa
Vivo no dia a dia
Entre esta dor
E aquele sinal
E quando ondula a corda
Caio num ar vazio
Saio de mim
Quero parar
Eu sou a seta
Eu sou o alvo
Sou a espada e a dor
Sombra sem fim
Eu sou a morte
Eu sou a vida
Sou um fogo a queimar
O ar que há em de mim
Rodrigo Leão
Vivo no dia a dia
Entre esta dor
E aquele sinal
E quando ondula a corda
Caio num ar vazio
Saio de mim
Quero parar
Eu sou a seta
Eu sou o alvo
Sou a espada e a dor
Sombra sem fim
Eu sou a morte
Eu sou a vida
Sou um fogo a queimar
O ar que há em de mim
Rodrigo Leão
domingo, 25 de outubro de 2009
Ruínas
Do dito popular “ano novo, vida nova” poderíamos tirar uma simples analogia, como “dia novo, vida nova”… O ser humano seria fantástico se em um dia conseguisse mudar a sua vida, se isso tivesse ao seu alcance…Hoje interrogo-me sobre questões tão estranhas, como este poder que não temos, de mudar tão bruscamente a vida.
Podem dizer-me que é fácil de o fazer, que temos de decidir todos os dias, quase a toda a hora… Atrevo-me a dizer que a cada minuto temos de tomar decisões… Quase, na maioria das vezes, nem nos damos conta disso…
Só nos damos conta nas decisões mais difíceis… Creio que estas funcionam como marcos.
Afirmo afincadamente que todos temos um traço de cobardia dentro de nós…
Muitas vezes vemos a solução, a decisão a tomar, mas só pelo medo, pelo susto, ou simplesmente por questões que me (nos) transcendem, simplesmente não optamos… Deixamos os outros optarem por nós!
Não que tenha muita experiencia de vida, mas lido muitas vezes com o sofrimento de outros… Sei o quão difícil é optar, muitas vezes optar pela vida, não deixar que tudo nos caia nas costas…
Não gosto, ainda, de pensar que muitas vezes a nossa opção depende da de outros… Temos mesmo a certeza daquilo que queremos, do nosso futuro, do que o nosso coração nos diz… Sei perfeitamente o rumo que quero seguir, mas há tanta coisa que não me deixas… Há tanta coisa que me prende aqui, a pessoas, a lugares, a casas… Há sorrisos que não me deixam fazer o que quero, tomar as opções que me parecem mais acertadas, seguir por determinado caminho… Há uma penumbra à minha volta, que me tapa alguns caminhos, e que não me deixa caminhar…
Queria ser uma pessoa que não guardasse rancor de nada nem de ninguém… Podem dizer que isso aprende-se! E estou totalmente de acordo…
Posso dizer que estes últimos três anos (e sei que ainda é cedo para fazer balanços) me mudaram bastante… Fui quase como que obrigado a mudar muita coisa em mim… A forma de agir, a forma de pensar, o modo como falo, os medos que tinha e que tenho agora, as opções e as escolhas que tenho e terei de fazer… A afastar a cobardia que todos temos um bocadinho…
Este tempo fez-me mostrar a mim próprio tudo o que tenho cá dentro, forçou-me a crescer.
Fez-me ouvir musicas novas, fez-me tomar outras opções…
Fez-me pensar em coisas que nunca antes tinha pensado fazer…
Fez-me andar por caminhos temerosos, que todos os dias me questionava porque estava a ir por aqui…
Crescer é bom, desta forma não.
São estes dias… Estes dias que cheiram a lareiras a queimar lenha, estes dias em que a lua não se vê…
São estes dias em que tenho saudades de voltar a ser pequenino, de me pegarem ao colo e de me darem beijinhos até eu adormecer…
São estes dias em que tenho saudades em me sentir amado que surge a necessidade de me interrogar…
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Olá.
Há já algum tempo que não te vejo.
Quando lá cheguei para te visitar, não estavas! Disseram-me que tinhas ido para casa, recuperar, que se lá ficasses seria ainda pior...
Sei que o que tens não é bom, mas não sei que se passou, a tua pessoa tranquiliza-me...
Falar contigo faz-me sentir pequenino, sabes imenso, traduzes em gestos e palavras aquilo que muitos gostariam de poder transmitir.
Tens uns olhos grandes, nunca encovados, porque tentas sempre descansar aquilo que dizes que o teu corpo precisa.
Soube antes de ti.
E não te consegui dizer, obviamente!
No dia que tu soubeste eu estava lá, vi-te à noite...
Estavas tão acordada como eu nunca tinha visto.
Os teus grandes olhos estavam inundados... O teu sorriso desterrado no fundo da tua pessoa.
Neste dia vi em ti a pessoa mais preocupara do mundo!
No entanto, o que mais me sensibilizou foi que as preocupações não eram contigo! (eu reconheço esta faceta em mim, sabias?! :) )
Sei que te foste embora não porque querias, mas porque assim as burocracias o obrigam...
Ainda te fui ver, estavas em baixo, mas com aquele sorriso que só tu sabes marcar no teu rosto!
Esse sorriso inunda qualquer pessoa, sabias?
Nunca te disse, nem nunca te vou dizer, porque acho que é assim que deve de ser, mas ensinaste-me muito, em tão pouco tempo! Podes dizer que não deste aulas, e de facto não deste, mas esse teu modo de encarar a vida, os problemas e tudo o que te rodeia fascinou-me!
Também não te vou dizer que perguntei por ti, e que tentei visitar-te outra vez!
Só te peço uma coisa: Luta! luta como sempre fizeste...
Há já algum tempo que não te vejo.
Quando lá cheguei para te visitar, não estavas! Disseram-me que tinhas ido para casa, recuperar, que se lá ficasses seria ainda pior...
Sei que o que tens não é bom, mas não sei que se passou, a tua pessoa tranquiliza-me...
Falar contigo faz-me sentir pequenino, sabes imenso, traduzes em gestos e palavras aquilo que muitos gostariam de poder transmitir.
Tens uns olhos grandes, nunca encovados, porque tentas sempre descansar aquilo que dizes que o teu corpo precisa.
Soube antes de ti.
E não te consegui dizer, obviamente!
No dia que tu soubeste eu estava lá, vi-te à noite...
Estavas tão acordada como eu nunca tinha visto.
Os teus grandes olhos estavam inundados... O teu sorriso desterrado no fundo da tua pessoa.
Neste dia vi em ti a pessoa mais preocupara do mundo!
No entanto, o que mais me sensibilizou foi que as preocupações não eram contigo! (eu reconheço esta faceta em mim, sabias?! :) )
Sei que te foste embora não porque querias, mas porque assim as burocracias o obrigam...
Ainda te fui ver, estavas em baixo, mas com aquele sorriso que só tu sabes marcar no teu rosto!
Esse sorriso inunda qualquer pessoa, sabias?
Nunca te disse, nem nunca te vou dizer, porque acho que é assim que deve de ser, mas ensinaste-me muito, em tão pouco tempo! Podes dizer que não deste aulas, e de facto não deste, mas esse teu modo de encarar a vida, os problemas e tudo o que te rodeia fascinou-me!
Também não te vou dizer que perguntei por ti, e que tentei visitar-te outra vez!
Só te peço uma coisa: Luta! luta como sempre fizeste...
É curioso quando procuramos mais sobre nóes, ainda que em sites que não achamos totalmente credíveis.
Tudo começou quando lá fui a primeira vez, sem saber muito bem o que era aquilo.
Depois, comecei a ler vários dias o que eles diziam... e não é que acertavam mesmo?!
Cheguei a publicar o que dizia o tarot aqui no blog.
Vejamos o que descobri hoje, sobre mim:
(... )também há outros pontos não tão bonitos que devem ser trabalhados: o principal diz respeito à necessidade de encarar e aceitar alguns limites, além de precisar trabalhar melhor sua relação com seu corpo (...)
Há mais coisas escritas sobre mim, mas não importa trascrever para aqui...
(Acho que é MESMO verdade, e sim, tenho um certo... digamos que vergonha!)
Sagitário é um signo que, sendo fogo, não lida bem com "impossibilidades", nem com "limites". Com isto estou totalmente de acordo!
Tudo começou quando lá fui a primeira vez, sem saber muito bem o que era aquilo.
Depois, comecei a ler vários dias o que eles diziam... e não é que acertavam mesmo?!
Cheguei a publicar o que dizia o tarot aqui no blog.
Vejamos o que descobri hoje, sobre mim:
(... )também há outros pontos não tão bonitos que devem ser trabalhados: o principal diz respeito à necessidade de encarar e aceitar alguns limites, além de precisar trabalhar melhor sua relação com seu corpo (...)
Há mais coisas escritas sobre mim, mas não importa trascrever para aqui...
(Acho que é MESMO verdade, e sim, tenho um certo... digamos que vergonha!)
Sagitário é um signo que, sendo fogo, não lida bem com "impossibilidades", nem com "limites". Com isto estou totalmente de acordo!
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Frágil
Põe-me o braço no ombro
Eu preciso de alguém
Dou-me com toda a gente
E não me dou a ninguém
Frágil
Sinto-me frágil
Faz-me um sinal qualquer
Se me vires falar de mais
Eu às vezes embarco
Em conversas banais
Frágil
Eu sinto-me frágil
Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil
Está a saber-me mal
Este whisky de malte
Adorava estar in
Mas estou-me a sentir out
Frágil
Eu sinto-me frágil
Acompanha-me a casa
Já não aguento mais
Deposita na cama
Os meus restos mortais
Frágil
Eu sinto-me frágil
Jorge Palma
Eu preciso de alguém
Dou-me com toda a gente
E não me dou a ninguém
Frágil
Sinto-me frágil
Faz-me um sinal qualquer
Se me vires falar de mais
Eu às vezes embarco
Em conversas banais
Frágil
Eu sinto-me frágil
Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil
Está a saber-me mal
Este whisky de malte
Adorava estar in
Mas estou-me a sentir out
Frágil
Eu sinto-me frágil
Acompanha-me a casa
Já não aguento mais
Deposita na cama
Os meus restos mortais
Frágil
Eu sinto-me frágil
Jorge Palma
quarta-feira, 16 de setembro de 2009

rafael decidiu falar comigo novamente...
ainda não se sentia bem!
diz que apenas vê a solução mais fácil à frente, que ainda não têm estômago para conseguir digerir aquelas coisas...
falou-me que os seus amigos cada vez mais lhe diziam que não era normal...
ele também achava que já lá ia demasiado tempo...
mas não se consegue desprender, as molas são fortes de mais, têm o aço bem marcado.
todos os dias ele tentava não pensar sobre o assunto.
e, de facto, por vezes, conseguia.
disse-me que quando tinha pessoas à sua volta, conseguia sorrir...
... mas quando sentia o terror de estar sozinho, nem que por 5 minutos que fosse, voltava os leves e breves pensamentos à ideia...
diz que se sente numa dualidade, porque, vejamos: se quando está sozinho ele diz que está pior, então porque é que de facto ele insiste em estar sozinho?
eu fiz-lhe esta pergunta...
rafael baixou a cabeça...
os olhos encheram-se do liquido translucido que ele tantas vezes vira ultimamente....
ele queria deixar de ter este tipo de ideias...
ergueu os olhos e, num tom muito baixinho, disse-me que apenas gostava de voltar a ser ele mesmo...
gostava apenas de poder sair de casa e de se sentir bem,
de dormir uma noite descansado,
de poder voltar a sorrir, sem fingir...
rafael queria apenas não tentar a solução mais fácil...
rafael está cada vez mais fraco,
os braços arqueiam,
as mãos fecham-se
rafael sente cada vez mais o vento a passar-lhe entre os dedos...
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Perfeito Vazio
Aqui estou eu
Sou uma folha de papel vazia
Pequenas coisas
Pequenos pontos
Vão me mostrando o caminho
Às vezes aqui faz frio
Às vezes eu fico imóvel
Pairando no Vazio
As vezes aqui faz frio
Sei que me esperas
Não sei se vou lá chegar
Tenho coisas p'ra fazer
Tenho vidas para a acompanhar
Às vezes lá faz mais frio
Às vezes eu fico imóvel
Pairando no vazio
No perfeito vazio
Às vezes lá faz mais frio
(lá fora faz tanto frio)
Bem-vindos a minha casa
Ao meu lar mais profundo
De onde saio por vezes
Para conquistar o mundo
Às vezes tu tens mais frio
Às vezes eu fico imóvel
Pairando no vazio
No perfeito vazio
Às vezes lá faz mais frio
No teu peito vazio
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Segue o teu destino

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te.
A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
Ricardo Reis
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te.
A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
Ricardo Reis
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Divagações...
"E tu sabes que eu sei, mas ages como se nada fosse, como se do contrário se tratasse..."
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
(...) rafael era, de facto, uma pessoa porreira!
para além de ser bom rapaz, tinha algo que o fascinava: era bom observador!
digo que o fascinava, porque para os outros era algo que não era muito visivel...
ele conseguia observar tudo tão bem, que ligava aos infimos pormenores, mesmo áquelas questões que os comuns mortais nao conseguiam ver, por mais que abrissem os olhos...
tinha um aspecto cabisbaixo...
outra coisa que revelava, era agilidade e raciocinio...
mas rafael sentia-se um pouco distante, não encontrava quem o acompanhasse...
em tempos, conhecera alguém que de algum modo o tentou superar! era uma pessoa diferente, julgava ele!
como sempre, com o ritmo dos dias, foi mais uma pessoa que se tornou vulgar, igual a tantas outras (e a muitas que ele já conhecera...)
ele não negava que não existissem referências, como ele gostava que lhe chamássemos... mas defendia que era diferente, que queria mais, que aquilo já nao chegava...
rafael decidiu então olhar para ele próprio, e guiar-se segundo aquilo que o seu intimo lhe dizia... não deixou, nem por um segundo, que os vulgares interferissem de algum modo com a sua vida... começou a fazer, apenas, aquilo que lhe dava mais prazer, a aprender a sorrir com as coisas mais infimas e absurdas, a conseguir saltar novamente à corda, como uma criança...
rafael decidiu que era altura de olhar mais para si...
para si...
(...)
[FP]
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