Confesso que o meu objectivo de hoje era realmente poder escrever qualquer coisa bonita...
Poderia pensar que hoje seria mais um dia "não", ou qualquer coisa do género... Mas não! Sinto apenas uma melancolia passar-me pela espinha, e arrepia cada canto do meu corpo. Penso que quando chegam estas alturas dos aniversários, e dos natais e estas coisas todas é normal que "isto" me aconteça... Nem que seja pelo facto de ter de fazer sempre comparação com o ano anterior! Nem que seja por pensar que este ano vai ser diferente, que não estarei com a família na noite em que eu me escondia com a minha tia às 0h, ouvia a tocarem à campaínha (mal sabia eu que era o meu avô... :) ) e quando chegava à sala estava uma enormidade de presentes à minha espera! Nem que seja por naquela noite colocar com a minha avó uma velinha na janela. Ela dizia que "era para os meninos que não têm nada serem iluminados"... Para que o pai natal não se esqueça dele... E eu esboçava um sorriso de orelha a orelha...
domingo, 13 de dezembro de 2009
domingo, 29 de novembro de 2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Post-bem-disposto!
Encho o peito de ar, hoje, para poder dizer que estou bem...
Aprendi a lidar, e apreendi que momentos em que estamos connosco mesmos são muito importantes.
Aprendi a aliar a isso momentos que partilho com gente que nunca me largou, apesar de tudo, nem me vai largar! :)
Aprendi a escrever coisas alegres, como este texto de hoje, porque há alguém que lê este espaço que apenas diz que vê coisas tristes.
Aprendi a relacionar-me de forma diferente com as outras pessoas...
Aprendi que às vezes é preciso mudar... Mudarmos a nossa maneira de ser, a nossa personalidade... Ás vezes é preciso mudar aquilo que tomamos como certo e intocável!
Mudar faz bem, pelo menos a mim tem feito.
Aqui pode perfeitamente começar um balanço deste ano:
Ponto 1\ Ninguém me fere, ninguém diz que é melhor que eu!
Ponto 2\ Mudar, às vezes, é a melhor coisa que há no Mundo!
Ponto 3\ O Amor faz falta, mas apenas com a pessoa certa...
Ponto 4\ Os amigos para sempre, mesmo quando pensamos que não!!!
Ponto 5\ Ás vezes as histórias dos outros mudam as nossas histórias...
Ponto 6\ Adoro a minha mãe e o meu pai!
Ponto 7\ Apenas porque não quero só seis pontos!!!
Não planeio muita coisa para o futuro.
Apenas o essencial.
Aprendi a lidar, e apreendi que momentos em que estamos connosco mesmos são muito importantes.
Aprendi a aliar a isso momentos que partilho com gente que nunca me largou, apesar de tudo, nem me vai largar! :)
Aprendi a escrever coisas alegres, como este texto de hoje, porque há alguém que lê este espaço que apenas diz que vê coisas tristes.
Aprendi a relacionar-me de forma diferente com as outras pessoas...
Aprendi que às vezes é preciso mudar... Mudarmos a nossa maneira de ser, a nossa personalidade... Ás vezes é preciso mudar aquilo que tomamos como certo e intocável!
Mudar faz bem, pelo menos a mim tem feito.
Aqui pode perfeitamente começar um balanço deste ano:
Ponto 1\ Ninguém me fere, ninguém diz que é melhor que eu!
Ponto 2\ Mudar, às vezes, é a melhor coisa que há no Mundo!
Ponto 3\ O Amor faz falta, mas apenas com a pessoa certa...
Ponto 4\ Os amigos para sempre, mesmo quando pensamos que não!!!
Ponto 5\ Ás vezes as histórias dos outros mudam as nossas histórias...
Ponto 6\ Adoro a minha mãe e o meu pai!
Ponto 7\ Apenas porque não quero só seis pontos!!!
Não planeio muita coisa para o futuro.
Apenas o essencial.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
A Noite é Muito Escura
Aparte dos estados de espirito, andava a navegar, quando li este poema de Caeiro...
Decidi partilhar!
É noite. A noite é muito escura. Numa casa a uma grande distância
Brilha a luz duma janela.
Vejo-a, e sinto-me humano dos pés à cabeça. É
curioso que toda a vida do indivíduo que ali mora, e que não sei quem é,
Atrai-me só por essa luz vista de longe.
Sem dúvida que a vida dele é real e ele tem cara, gestos, família e profissão.
Mas agora só me importa a luz da janela dele.
Apesar de a luz estar ali por ele a ter acendido,
A luz é a realidade imediata para mim.
Eu nunca passo para além da realidade imediata.
Para além da realidade imediata não há nada.
Se eu, de onde estou, só veio aquela luz,
Em relação à distância onde estou há só aquela luz.
O homem e a família dele são reais do lado de lá da janela.
Eu estou do lado de cá, a uma grande distância.
A luz apagou-se.
Que me importa que o homem continue a existir?
Alberto Caeiro,
Poemas Inconjuntos
Decidi partilhar!
É noite. A noite é muito escura. Numa casa a uma grande distância
Brilha a luz duma janela.
Vejo-a, e sinto-me humano dos pés à cabeça. É
curioso que toda a vida do indivíduo que ali mora, e que não sei quem é,
Atrai-me só por essa luz vista de longe.
Sem dúvida que a vida dele é real e ele tem cara, gestos, família e profissão.
Mas agora só me importa a luz da janela dele.
Apesar de a luz estar ali por ele a ter acendido,
A luz é a realidade imediata para mim.
Eu nunca passo para além da realidade imediata.
Para além da realidade imediata não há nada.
Se eu, de onde estou, só veio aquela luz,
Em relação à distância onde estou há só aquela luz.
O homem e a família dele são reais do lado de lá da janela.
Eu estou do lado de cá, a uma grande distância.
A luz apagou-se.
Que me importa que o homem continue a existir?
Alberto Caeiro,
Poemas Inconjuntos
Corda
Como uma corda tensa
Vivo no dia a dia
Entre esta dor
E aquele sinal
E quando ondula a corda
Caio num ar vazio
Saio de mim
Quero parar
Eu sou a seta
Eu sou o alvo
Sou a espada e a dor
Sombra sem fim
Eu sou a morte
Eu sou a vida
Sou um fogo a queimar
O ar que há em de mim
Rodrigo Leão
Vivo no dia a dia
Entre esta dor
E aquele sinal
E quando ondula a corda
Caio num ar vazio
Saio de mim
Quero parar
Eu sou a seta
Eu sou o alvo
Sou a espada e a dor
Sombra sem fim
Eu sou a morte
Eu sou a vida
Sou um fogo a queimar
O ar que há em de mim
Rodrigo Leão
domingo, 25 de outubro de 2009
Ruínas
Do dito popular “ano novo, vida nova” poderíamos tirar uma simples analogia, como “dia novo, vida nova”… O ser humano seria fantástico se em um dia conseguisse mudar a sua vida, se isso tivesse ao seu alcance…Hoje interrogo-me sobre questões tão estranhas, como este poder que não temos, de mudar tão bruscamente a vida.
Podem dizer-me que é fácil de o fazer, que temos de decidir todos os dias, quase a toda a hora… Atrevo-me a dizer que a cada minuto temos de tomar decisões… Quase, na maioria das vezes, nem nos damos conta disso…
Só nos damos conta nas decisões mais difíceis… Creio que estas funcionam como marcos.
Afirmo afincadamente que todos temos um traço de cobardia dentro de nós…
Muitas vezes vemos a solução, a decisão a tomar, mas só pelo medo, pelo susto, ou simplesmente por questões que me (nos) transcendem, simplesmente não optamos… Deixamos os outros optarem por nós!
Não que tenha muita experiencia de vida, mas lido muitas vezes com o sofrimento de outros… Sei o quão difícil é optar, muitas vezes optar pela vida, não deixar que tudo nos caia nas costas…
Não gosto, ainda, de pensar que muitas vezes a nossa opção depende da de outros… Temos mesmo a certeza daquilo que queremos, do nosso futuro, do que o nosso coração nos diz… Sei perfeitamente o rumo que quero seguir, mas há tanta coisa que não me deixas… Há tanta coisa que me prende aqui, a pessoas, a lugares, a casas… Há sorrisos que não me deixam fazer o que quero, tomar as opções que me parecem mais acertadas, seguir por determinado caminho… Há uma penumbra à minha volta, que me tapa alguns caminhos, e que não me deixa caminhar…
Queria ser uma pessoa que não guardasse rancor de nada nem de ninguém… Podem dizer que isso aprende-se! E estou totalmente de acordo…
Posso dizer que estes últimos três anos (e sei que ainda é cedo para fazer balanços) me mudaram bastante… Fui quase como que obrigado a mudar muita coisa em mim… A forma de agir, a forma de pensar, o modo como falo, os medos que tinha e que tenho agora, as opções e as escolhas que tenho e terei de fazer… A afastar a cobardia que todos temos um bocadinho…
Este tempo fez-me mostrar a mim próprio tudo o que tenho cá dentro, forçou-me a crescer.
Fez-me ouvir musicas novas, fez-me tomar outras opções…
Fez-me pensar em coisas que nunca antes tinha pensado fazer…
Fez-me andar por caminhos temerosos, que todos os dias me questionava porque estava a ir por aqui…
Crescer é bom, desta forma não.
São estes dias… Estes dias que cheiram a lareiras a queimar lenha, estes dias em que a lua não se vê…
São estes dias em que tenho saudades de voltar a ser pequenino, de me pegarem ao colo e de me darem beijinhos até eu adormecer…
São estes dias em que tenho saudades em me sentir amado que surge a necessidade de me interrogar…
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Olá.
Há já algum tempo que não te vejo.
Quando lá cheguei para te visitar, não estavas! Disseram-me que tinhas ido para casa, recuperar, que se lá ficasses seria ainda pior...
Sei que o que tens não é bom, mas não sei que se passou, a tua pessoa tranquiliza-me...
Falar contigo faz-me sentir pequenino, sabes imenso, traduzes em gestos e palavras aquilo que muitos gostariam de poder transmitir.
Tens uns olhos grandes, nunca encovados, porque tentas sempre descansar aquilo que dizes que o teu corpo precisa.
Soube antes de ti.
E não te consegui dizer, obviamente!
No dia que tu soubeste eu estava lá, vi-te à noite...
Estavas tão acordada como eu nunca tinha visto.
Os teus grandes olhos estavam inundados... O teu sorriso desterrado no fundo da tua pessoa.
Neste dia vi em ti a pessoa mais preocupara do mundo!
No entanto, o que mais me sensibilizou foi que as preocupações não eram contigo! (eu reconheço esta faceta em mim, sabias?! :) )
Sei que te foste embora não porque querias, mas porque assim as burocracias o obrigam...
Ainda te fui ver, estavas em baixo, mas com aquele sorriso que só tu sabes marcar no teu rosto!
Esse sorriso inunda qualquer pessoa, sabias?
Nunca te disse, nem nunca te vou dizer, porque acho que é assim que deve de ser, mas ensinaste-me muito, em tão pouco tempo! Podes dizer que não deste aulas, e de facto não deste, mas esse teu modo de encarar a vida, os problemas e tudo o que te rodeia fascinou-me!
Também não te vou dizer que perguntei por ti, e que tentei visitar-te outra vez!
Só te peço uma coisa: Luta! luta como sempre fizeste...
Há já algum tempo que não te vejo.
Quando lá cheguei para te visitar, não estavas! Disseram-me que tinhas ido para casa, recuperar, que se lá ficasses seria ainda pior...
Sei que o que tens não é bom, mas não sei que se passou, a tua pessoa tranquiliza-me...
Falar contigo faz-me sentir pequenino, sabes imenso, traduzes em gestos e palavras aquilo que muitos gostariam de poder transmitir.
Tens uns olhos grandes, nunca encovados, porque tentas sempre descansar aquilo que dizes que o teu corpo precisa.
Soube antes de ti.
E não te consegui dizer, obviamente!
No dia que tu soubeste eu estava lá, vi-te à noite...
Estavas tão acordada como eu nunca tinha visto.
Os teus grandes olhos estavam inundados... O teu sorriso desterrado no fundo da tua pessoa.
Neste dia vi em ti a pessoa mais preocupara do mundo!
No entanto, o que mais me sensibilizou foi que as preocupações não eram contigo! (eu reconheço esta faceta em mim, sabias?! :) )
Sei que te foste embora não porque querias, mas porque assim as burocracias o obrigam...
Ainda te fui ver, estavas em baixo, mas com aquele sorriso que só tu sabes marcar no teu rosto!
Esse sorriso inunda qualquer pessoa, sabias?
Nunca te disse, nem nunca te vou dizer, porque acho que é assim que deve de ser, mas ensinaste-me muito, em tão pouco tempo! Podes dizer que não deste aulas, e de facto não deste, mas esse teu modo de encarar a vida, os problemas e tudo o que te rodeia fascinou-me!
Também não te vou dizer que perguntei por ti, e que tentei visitar-te outra vez!
Só te peço uma coisa: Luta! luta como sempre fizeste...
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