sexta-feira, 14 de agosto de 2009

De hoje em diante...


Sinto que hoje, de novo, as minhas palavras voltam a ter o mesmo impacto de antigamente...


Oiço as mesmas musicas de ontem, mas com um efeito diferente...

Hoje sinto-me na necessidade de olhar para o meu umbigo, sentar-me de longe e ver a caravana passar, enquanto os cães ladram...

Hoje sei quem sou, volto a reconhecer-me, volto a olhar para a minha cara e a desejar ser a mesma pessoa, de sempre...

Sei que não tenho posse sobre tudo o que queria. Não nego que ás vezes não gostaria de ter, poder controlar tudo aquilo que eu quero...

Mas as minhas mãos grandes por vezes agarram pouca coisa, e a areia escapasse-me entre os dedos sem eu me dar conta...

Não quero de forma alguma tornar este discurso negativo, porque se há coisa que estou hoje não é negativo, mas precisamente o contrário...


Deixo a areia escaparse-me entre as mãos, e fecho os olhos a muita coisa que tenho à minha volta, podendo abri-lo para outras, sem pestanejar nem uma unica vez...

Agarro a vida com unhas e dentes, porque afinal sou a melhor pessoa do mundo...

Porque afinal hoje não vou ler Tudo o que temos cá dentro, nem sequer pensar em coisas que me ponham em baixo.


Tenho os dias contados, como todos o temos, por isso quero abrir o meu corpo a tudo o que me reodeia, e esquecer aquilo que me derruba...


Quero hoje ir ver a minha Manela, saltar, dançar e pular, como tão bem sei fazer...


Quero hoje voltar a ser o rapaz de antigamente, com as suas nóias, os seus piores defeitos, mas também com as suas melhores qualidades...


Agora é a altura de fechar aquilo que tem de ser fechado no baú, e abrilo mais tarde sempre com um sorriso na cara.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Para ver claramente, basta mudar a direcção do olhar

Antoine de Sain-Exupéry

Carta do Dia: A Torre Fulminada


Eliminando o que não serve mais


O arcano XVI emerge como arcano conselheiro para este momento de sua vida, Fábio, sugerindo que é chegado um importante momento em sua existência: o tempo para romper com tudo aquilo que não lhe serve mais e que você preservava apenas por manutenção de fachadas. Estas coisas que precisam ser eliminadas podem ser (e geralmente são) internas e têm a ver com hábitos, modelos mentais e expectativas falsas. Mas podem ser também relacionamentos falidos, projetos que não dão em nada, ou seja, qualquer coisa que não faz mais nenhum sentido em sua vida e que você talvez não tenha ainda a coragem de eliminar. Todavia, é preciso agir, caso contrário a negatividade se tornará pior. Enfrente com coragem este momento de varredura radical!


Conselho: A coragem é necessária para enfrentar problemas de difícil solução.


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

NÃO É COINCIDÊNCIA, PORRA!!!!

Carta do Dia: A Sacerdotisa
Reflexão e ponderação: o melhor caminho

A Sacerdotisa, arcano II do Tarot, emerge como carta de aconselhamento para este momento de sua vida, Fábio. A recomendação aqui é simples, direta e clara: quietude, contemplação, espera. A planta não brota mais rápido por conta do nosso bel prazer e sim por conta de suas reais e naturais necessidades. Não tente precipitar o que demanda tempo, saiba esperar o tempo certo. Procure se voltar para dentro de si e buscar em seu próprio interior as respostas de que tanto necessita. Forçar os acontecimentos externos agora pode ser frustrante, pois o momento envolve a necessidade de introspecção reflexiva.

Conselho: Volte-se mais para dentro de si. O momento não é para ações exteriores.
(www.personare.com)



E esta, ein!?

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Há coisas que se descobrem...

De uma coisa o senhor soberano tem de estar agradecido.
De eu lhe propocionar assistir a esta tão bela maneira de viver e,
de certo modo, aprender um pouco mais comigo.
Não me levantarei da cadeira de espectador,
pois tenho o grande interesse de experimentar mais uma...



do vizinho www.cenasdotiko.blogspot.com

Aceita o Universo...

Aceita o universo
Como to deram os deuses.
Se os deuses te quisessem dar outro
Ter-to-iam dado.

Se há outras matérias e outros mundos
Haja.

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"

terça-feira, 4 de agosto de 2009

dias

em certos dias não apetece ter muita gente à volta... então, lê-se um livro, por exemplo.
pessoas falam comigo, oiço as suas vozes, mas não percebo aquilo que dizem, porque as ideias andam a 1000 à hora na minha cabeça (ou seja, oiço tudo, menos aquilo que a pessoa está a dizer)...
sabe sempre bem fugir um pouco, para um canto que naquela altura é só meu.
ouve-se uma musica na rádio, que por acaso é a adequada (para não dizer que é realmente aquela que se quer ouvir...)
fumam-se 3 cigarros, apenas o primeiro aceso com um isqueiro, os restantes acesos uns pelos outros...

e um trecho fica na cabeça:

... não compreendes, pai, que não posso dormir enquanto não deitar cá para fora tudo o que tenho cá dentro, recordações, desejos, poeiras no caminho, ando esquecido de como se sorri, às três da manhã gostaria que alguém ouvisse as minhas queixas, não, não tenhas medo, pai, a morte da Rita não mudou a minha vida, vou falar mais com este médico que arranjaste e entrar na Faculdade, quem mudou a minha vida foi a morte do avô, é como se ouvisse um barulho ao longe, a sua voz rouca chega a mim devagarinho, um ruído estranho...



(*) - Tudo o que temos Cá Dentro, de Daniel Sampaio

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Ouvi Dizer...




Ornatos Violeta
estava num dado carro, e pus-me a pensar no efeito que pequenas coisas podem ternas nossas vidas, e na nossa maneira de pensar.
neste caso foi uma musica, que por sinal até nem me dizia muito.
mas senti um frio na barriga, e parece que algumas coisas ficaram mais fáceis...
... que me consegui valorizar mais, pensar mais em mim, menos nos outros, e esquecer outras tantas coisas...
tenho plena noção que é "do momento", e que não perdura.
amanhã quando me levantar outra vez, irei sentir a mesma coisa, pensar da mesma maneira e agir de igual modo.
mas não deixa de se tornar interessante reflectir sobre isto, e tentar perceber qual o efeito, arranjar uma explicação lógica para o "frio no estômago" que senti, e a força enorme de me levantar daquele banco e começar a correr, de começar a sair daqui para outro sitio, a visitar sitios novos, e conhecer outra gente...

amanhã logo se vê, o momento foi bom!

sábado, 4 de julho de 2009

Há dias e dias...


os dias correm cada vez mais depressa...
ás vezes nem dou pelo passar do tempo!
ás vezes...
sim... por momentos (ou em certos momentos), o tempo demora a passar!
se há dias que nem os vejo, outros há que me apercebo (demasiado) daquilo que se passa comigo, e à minha volta.
tenho saudades do antigamente!
de quando tudo era mais simples, de quando nunca de parava de pensar em mim, e menos nos outros...
aí é que está o problema!
pensar mais em mim, e menos nos outros...

mas agora não sinto que tenha forças para descobrir como voltar a fazê-lo...
parece mais fácil deixar-me levar, e deixar de pensar em mim, de fazer aquilo que sempre fiz...

lembro-me de alturas em que acordava e me deitava a sorrir... com um sorriso de orelha a orelha...
lavava-me,
vestia-me,
e saía de casa...
o sorriso continuava, e acompanhava-me para onde quer que fosse...
ás vezes insistia em sair da minha boca, mas eu não deixava...
parece que possuia estratégias, forças para que isso não acontecesse...
chegava novamente a casa,
jantava,
e quando ia dormir o sorriso permanecia
(nem sei se não estava comigo enquanto dormia...)

Agora não é bem assim.
há dias de sorriso (ou momentos de sorriso)
e há dias de não-sorriso [definitivamente que de outra forma a expressão seria demasiado negativa...] ...

"Leva-me pra casa"... e mostra-me o caminho!

Pensamento do Dia