- Olá. - Olá. - Porque estás aqui? - Porque o meu pai diz que sou maluco. - E és maluco? - Não. - Então porque é que o teu pai diz que és maluco? - Porque apenas não sou igual aos outros. Porque sou mais sensivel. Porque vejo o mundo com olhos diferentes dos teus. Porque gosto de coisas diferentes das tuas? - E por isso és maluco? - Para ele sim. Mas não. Apenas sou diferente.
Bicho de Sete Cabeças, pelos vistos mostra muito dos dias de hoje, inflizmente. O mundo da psiquiatris nu e cru. Por trás de muitas paredes não se sabe, de facto, o que se lá passa... Jardins belos, cheios de flores e o raio que os parta. Por dentro, um sitio horrendo, cheiro de fezes, loucos e não loucos... Não digo que não hajam loucos. Mas muitos dos chamados loucos, são apenas pessoas diferentes, são aqueles que não nos apetece ter à nossa volta...
Que direito tem alguém de intitular outra de louco, só porque não concorda com o seu modo de ver a vida? Só porque o seu nivel de normalidade é tão estreito, que não tem a capacidade de olhar para pessoas diferentes?
Para quê tanta brutidade com aqueles que são diferentes? Para quê tanta falta de condições?
E ainda dizem que a psiquiatria hoje em dia é algo de muito bom... (risos...)
Aquilo que sentimos em grande parte da nossa vida, seja por alguém, por um animal, ou dum amigo...
A "Sua origem encontra-se no Latim, Solitate , e se pesquisada, descobriremos que a conotação contemporânea distanciou-se da original. Saudade não mais se refere ao sentimento de solidão preservado em variações de línguas românicas como o espanhol: soledad e soledat."
Procurar definições? Gosto desta... Saudade: "Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoa ou coisa distante ou extinta. Pesar pela ausência de alguém que nos é querido".
"Não podemos ver nem tocar, mas sabemos o quanto é grande. Pode ser o sentimento que alimenta um relacionamento amoroso ou apenas o que sobra dele. Pode ser uma ausência suave ou um tipo de solidão. Pode ser uma recordação daquele momento e daquela pessoa, que um dia, mesmo sabendo ser impossível, ousamos querer reviver e rever."
Reviver... Ou querer reviver... A palavra saudade dá para tanta coisa que é dificil definir concretamente para que serve, ou quando deve ser usada...
Talvez seja bom usá-la quando temos aquele sentimento de aperto no coração, de um nó no estômago quando nos lembramos daquilo...
"O que quer dizer cativar ? - Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras? - Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar? - É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa criar laços... - Criar laços? - Exactamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um menino inteiramente igual a cem mil outros meninos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
- A minha vida é monótona. E por isso eu aborreço-me um pouco. Mas se tu me cativas, a minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros fazem-me entrar debaixo da terra. O teu chamar-me-á para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo que é dourado lembrar-me-á de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
Da gaveta do meu quarto, recuperei este poema, que só alguns conhecem (não sei quem é o autor)...
Mostro alguns excertos...
Este é o poema do amor... (...) Do amor do sol e so luar, do frio e do calor, das árvores e do mar, da brisa e da tormente, da chuva violenta, da luz e da cor. Do amor do ar que circula e varre os caminhos e faz remoinhos e bate no rosto e fere e estimula. Do amor de ser distraído e pisar as pessoas graves, do amor de amar sem lei nem compromisso, do amor de olhar de lado como fazem as aves, do amor de ir, e voltar, e tornar a ir, e ninguém ter nada a ver com isso. Do amor de tudo quanto é livre, de tudo quanto mexe e esbraceja, que salta, que voa, que vibra e lateja. (...)
Depois da Tempestade, de Sergi Belbel: Medo, ansiedade, solidão, inveja, vício, incerteza, competitividade, hierarquia empresarial, amor… próprio, pelos outros, pela vida!Numa terra onde não chove há dois anos, no topo de um sofisticado arranha-céus, sede de uma Multinacional Americana - que por norma só contrata empregados que não fumem – cruzam-se oito personagens, oito fumadores, oito colegas de trabalho, oito estranhos, oito almas perdidas, fechadas nos seus pequenos mundos… em busca de um sentido para a vida.Porque não vivemos sozinhos, porque depois da tempestade vem a bonança, porque a tempestade purifica e porque o riso é uma tempestade catártica que nos pode salvar… por tudo isto e muito mais, vale a pena conhecer esta tragicomédia de Sergi Belbel.Às vezes, “é a rir que a gente se entende”… e desentende!
5ª a Domingo, às 21:30, no Arteviva
Encenação - RUI QUINTAS Interpretação - ANA SAMORA, HELENA CRUZ, NUNO PAULINO, NUNO MAGALHÃES, PATOCINIA CRISTÓVÃO, RUI QUINTAS, SARA SANTINHO, SUSANA MARQUES
As orações de Christine Collins são ouvidas quando é encontrado o seu filho, que havia sido raptado. Mas, por entre o frenesim mediático da foto do reencontro, ela apercebe-se que aquela criança não é o seu filho. Enfrentando polícias corruptos e um público céptico, ela procura desesperadamente respostas, acabando por se ver confrontada com uma verdade que mudará a sua vida para sempre... (daqui).
Na minha opinião um drama com um final pouco feliz, mas, por outro lado, um filme que mostra como é importante lutar sempre, mesmo que as condições pareçam as mais adversas possiveis... Como Christine, personagem interpretada por Angelina Jolie, a Esperança é, de certo, o mais importante...
Já nem foco a critica altamente bem feita à sociedade e ao poder, como também a psiquiatria de antigamente...
"Daqui a algumas horas poderão assistir em http://www.a-sup.blogspot.com/ à curta “Prisma”, uma produção SetUp para o VIII Concurso de Vídeo do Barreiro 2009. Unidos pela vontade de fazer qualquer coisa criativa, TM, PR e PL montaram, em poucos dias, “um intrigante enredo no qual a interpretação será a melhor ferramenta do espectador”. O objectivo é deixar a leitura do “Prisma” em aberto, e promover a troca de impressões. Da minha parte, que já vi o filme, confesso que não lhe extraí grande lógica; fiquei com a sensação do what’s the point?. Mas a reacção da audiência foi bastante variada, sugiro que tirem as vossas conclusões e que deixem lá os vossos comentários.Giro giro é reparar nos ângulos escolhidos, num momento ou noutro da banda sonora (bem rudimentar, como mandam os direitos de autor!), e descobrir com que recursos é que isto foi feito... (Não conto, que diz que é a alma do negócio. ;D ) Vejam."
Em ano de queima surge a curiosidade de saber donde/como esta surgiu...
"o aparecimento da Queima das Fitas começou em 1899 em Coimbra, fazendo assim com que seja única no país. Ela é a explosão delirante da Academia, consistindo para os Quartanistas Fitados e Veteranos, na solenização da última jornada universitária ou seja, o derradeiro trajecto de vivência coimbrã." (Informação daqui)
"tem lugar no fim do segundo semestre, mais concretamente no início do mês de Maio, começando na noite de quinta-feira para sexta-feira com a Serenata Monumental nas escadas da Sé Velha". (Informação daqui)
Isto de Coimbra. De onde é originária...
Segundo posso constatar, houve várias adaptações para as várias regiões do país, nas várias escolas...
"Foi também nesse ano [1943] que começou a ser usada a designação “Queima das Fitas”, que se generalizou em 1945. Até aos anos 70 a festa evoluiu, deixando de se realizar em 1971, devido às revoltas estudantis que se viviam por todo o país." (Informação daqui)
"O costume de se brincar no período do carnaval foi introduzido no Brasil pelos portugueses, provavelmente no século XVI, com o nome de Entrudo. Já na Idade Média, costumava-se comemorar o período carnavalesco em Portugal com toda uma série de brincadeiras que variavam de aldeia para aldeia. Em algumas notava-se a presença de grandes bonecos, chamados genericamente de "entrudos". No Brasil, essa forma de brincar — que consistia num folguedo alegre mas violento — já pode ser notada em meados do século XVI, persistindo, com esse nome, até as primeiras décadas do século XX. A denominação genérica de Entrudo, entretanto, engloba toda uma variedade de brincadeiras dispersas no tempo e no espaço. Aquilo que a maioria das obras descreve como Entrudo, é apenas a forma que essas brincadeiras adquiriram a partir de finais do século XVIII na cidade do Rio de Janeiro. Mesmo aí, a brincadeira não se resumia a uma única forma. Havia, na verdade vários tipos de diversões que se modificavam de acordo com o local e com os grupos sociais envolvidos. Atualmente, como explica o pesquisador Felipe Ferreira, em O livro de ouro do carnaval brasileiro, entende-se que existiam, no Rio de Janeiro do início do século XIX, duas grandes categorias de Entrudo: O Entrudo Familiar e o Entrudo Popular."
"O meu actor principal…. O Fábio, ou Pousinho para os amigos…É um menino inteligente, aplicado, ciente das suas responsabilidades e muito ambicioso. Não tenho dúvidas de que terá um futuro repleto de sucessos! Uma das pessoas mais puras que conheci até hoje, é para mim uma referência, quer como estudante de Enfermagem e futuro Enfermeiro, quer enquanto pessoa! Poderia escrever longas páginas sobre a sua pessoa e sobre aquilo que significa para mim, mas jamais me conformaria com as palavras que escreveria, pois ao descrever aqueles de quem gostamos parecemos não conseguir deixar transparecer o quão importantes são para nós, o quão importante és para mim, Pousinho! Há quatro anos entraste na minha vida e desde então os nossos laços têm-se tornado sólidos. Tão sólidos que sobrevivem a qualquer tempestade, qualquer mau humor, qualquer problema… Pode parecer pouco tempo, mas já partilhamos tantas coisas que os anos tornam-se irrelevantes. Sinto que te conheço desde sempre. És uma grande pessoa e uma pessoa grande, com os teus longos braços todos os dias me cumprimentas com um abraço carinhoso, um grande sorriso e um beijinho ternurento na bochecha, sem os quais eu já não passo. De personalidade extrovertida, energética, irradiante de boa disposição, dotado de capacidade de ouvir e compreender os outros, adoro a sua companhia, as suas gargalhadas estridentes que ecoam por toda a ESS e a forma como me faz cócegas só para me irritar. =P A sua amizade é viciante, mais do que um amigo, um irmão….
… Que o teu palco seja a minha vida, a encenadora a nossa amizade e tu para sempre um actor principal!
Dentro de mim... Por dentro de mim... É pena quase não poder ficar... És quente quando a luz te traz... Quase te vi amor... Quase nasci sem ti... Quase morri dentro de mim... Ficas dentro de mim... Por dentro de mim... Estás dentro de mim...
Silêncio, lua, casa, chão... És sítio onde as mãos se dão... Quase larguei a dor... Quase perdi... Quase morri dentro de mim... Estás dentro de mim... Por dentro de mim... Ficas dentro de mim...
Sempre sou mais um homem, mais humano, mais um fraco Sempre sou mais um braço, mais um corpo, mais um grito Sempre... Dança em mim! Mundo, vida e fim... Dorme aqui, dentro de mim...
É pena quase não poder ficar No sítio onde as mãos se dão... Quase fugi amor, quase não vi... Vamos embora daqui para dentro de mim