quinta-feira, 17 de julho de 2008

Tudo o que temos cá dentro (II)


"Batem as Portas, em tons de suicidio, como se fosse um corpo a cair do nono andar..."


Daniel Sampaio

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Tudo o que temos cá dentro

"Queria dizer-te uma coisa: agora que já decidi morrer, a casa do Meco é para mim uma ruína. Os locais de amor infeliz transformam-se em destroços. No momento em que tive a certeza que não veria de novo o teu cabelo com gel e o teu olhar de miudo, em que fiquei certa de que a minha salvação, dantestão perto, se tinha perdido em definitivo, para quê continuar?
Sei, neste instante, que só restam sombras, medos, solidão à noite no meu quarto, a minha mãe na sala ao lado a ver televisão, a frase do meu pai quando o encontrei há um ano num café de Campolide (um balcão enorme a servir sopas, pastéis de bacalhau e rissóis de camarão, mesas alinhadas a quatro, uma toxicodependente magríssima a pedir um bolo e a ser mandada embora por um empregado de bigode).
«A vida é um dilema singelo, ou se é bigorna ou se é martelo»"
Daniel Sampaio

terça-feira, 24 de junho de 2008

sábado, 14 de junho de 2008

Ouvi dizer... (Como antigamente!)

Ouvi dizer que o nosso amor acabou.
Pois eu não tive a noção do seu fim
Pelo que eu já tentei,
Eu não vou vê-lo em mim:
Se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que eu vejo,
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi
E eu fiquei com tanto para dar!
E agora
Não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma

Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,
E eu tinha tantos planos pra depois!
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós;
Sem tirar das palavras seu cruel sentido
Sobre a razão estar cega:
Resta-me apenas uma razão,
Um dia vais ser tu
E um homem como tu;
Como eu não fui;
Um dia vou-te ouvir dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma! Sei que um dia vais dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!

A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!


Ornatos Violeta

Coisas que não conseguimos deter

O quão ténue é a barreira entre a vida e a morte...
Interrogo-me muitas vezes se a podemos vencer... Prender junto de nós aqueles de quem mais gostamos...

Aqueles que nos fazem falta...


Mas é por gostar muito de ti que hoje estive ao teu lado...

Estive junto do teu coração...

Do teu grande coração, que nunca o quero perder...


Aquele coração que já conheço à muito.

E ainda bem que assim o é.

Sempre ouvi dizer que as coisas boas superam as coisas más...E de facto tem mesmo de ser assim...


Para ti, que o perdes-te hoje e que nunca mais o irás ver...

Para ti, simplesmente por seres para ti...

Para ti, porque és muito importante para mim...


Aquele abraço de sempre...

e para sempre...

sábado, 31 de maio de 2008

No ouvido...

É um misto de emoções...




...Que não teima em desaparecer.




Esta dualidade que permanece.


Já não sei que pense.


Que responda.


Que faça.




Nem quero saber.


Ás vezes fechar os olhos basta.


Respirar alivia.


Pensar dói.




Por isso basta fechar os olhos e não pensar.


Assim sentimos o alivio e a dor fica longe.




(e não me apetece escrever mais.


Talvez já não saiba o que escrever..)
























wgfibhlkçgfjçoQHDRWÇHÇkljsdhgçlkharsltngvioawwwwwwwwwwwwthçççççabg<.SGFVNklrsnh FBNAELLLLLLDF,M.b-

zsergjhhjngzskldn


zsdghklç


ag


d


f


f




(apetecEu-me)

Como nos bons velhos tempos...

sábado, 10 de maio de 2008

A chegar ao fim da linha?!


Um misto de sentimentos...


Quão é difícil tomar certas decisões...

Quão é difícil pensar em determinados assuntos...

Quão é difícil escolher... entre uma ou outra coisa... Principalmente quando as duas são importantes para nós...

São situações que me farão crescer, espero. Mas posso dizer que agora custam muito a passar... Parecem que faz ferida.


E depois vem a questão da responsabilidade.

E dos meus objectivos.

Daquilo que tracei para mim e para a minha vida. Para o meu dia a dia, digamos...


Batalhei muito.

Não posso quebrar o meu compromisso agora.

Mas também não posso faltar com a minha pessoa num dia tão importante.


Depois passo por uma fase pela qual nunca passei.

É tudo tão maravilhoso, mas ao mesmo tempo tão frágil.

O sorriso de uma mãe, ainda que morta de cansaço, com o filho nos braços.

Têm alguma magia, parece-me.

Porque, para além de todo o sofrimento e dor que possa estar inerente a esta fase, está o nascimento de um novo ser... De um ser que se desenvolve dentro de outro...


É este misto de emoções presentes, esta vontade de escolher, sem saber o que escolher... Esta vontade de estar aqui, mas também ali... De estar convosco ou com as outras pessoas... De assumir esta ou aquela responsabilidade...



É este misto de emoções que me faz sentir que estou a chegar ao final da linha.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Finalmente, aqui outra vez!


Sinto-me mais confiante, com mais coragem...

Sinto-me diferente daquilo que era dantes...


Hoje recordo vários momentos do passado. Relembrei pessoas, lugares, momentos, conversas, palavras...

Uma panóplia de coisas que gostaria de voltar a (re)ver. Umas ficariam tal como aconteceram, outras mudaria o sentido...


Sempre ouvi dizer que não nos devemos lamentar por coisas que aconteceram, mas realmente mudaria algumas coisas na minha vida. No Presente e no passado.


Mudaria algumas pessoas que entraram na minha vida e que numca deviam de ter entrado, pessoas que me fizeram passar uns maus bocados.

Mas tenho outras que me são muito, mesmo muito...

Tenho outras que sem as quais não seria capaz de viver...


Ás vezes penso o quão mau é não conseguir dizer que gostamos das pessoas, ou simplesmente não dizer que delas gostamos.

Será que é assim tão dificil?


Sem tempo para escrever! Quando vejo um bocadinho e ponho uma musica não paro! Escrevo, escrevo, escrevo, escrevo, escrevo, escrevo....


Oiço musicas dantes,

relembro episódios dantes,

volto a ouvir palavras ditas antes...

E não ditas também...


Relembro-te a ti, e ao outro... E talvez ainda mais alguém.


Relembro aqueles que já cá não estão e aqueles que ainda persistem...


Relembro que não desisto do meu sonho (pelo menos de um deles ! )


Relembro quem sou
Quem fui
Quem poderei ser.

Pensamento do Dia