O bom humor espalha mais felicidade que todas as riquezas do mundo. Vem do hábito de olhar para as coisas com esperança e de esperar o melhor e não o pior.
- Não! Não! Eu não quero um elefante numa jibóia. A jibóia é perigosa e o elefante ocupa muito espaço. Tudo é pequeno onde eu moro. Preciso é dum carneiro. Desenha-me um carneiro. Então eu desenhei.
Olhou atentamente, e disse: - Não! Este já está muito doente. Desenha outro. Desenhei de novo.
O meu amigo sorriu com indulgência: - Bem, isto não é um carneiro. É um bode... Olha os chifres... Fiz mais uma vez o desenho.
Mas ele foi recusado como os precedentes: - Este é muito velho. Quero um carneiro que viva muito. Então, perdendo a paciência, como tinha pressa de desmontar o motor, rabisquei o desenho ao lado. E arrisquei: - Esta é a caixa. O carneiro está lá dentro.
Mas fiquei surpreso de ver iluminar-se a face do meu pequeno juiz: - Era assim mesmo que eu queria! Será preciso muito capim para esse carneiro? - Porquê? - Porque é muito pequeno onde eu moro... - Qualquer coisa chega. Eu dei-te um carneirinho de nada! Inclinou a cabeça sobre o desenho: - Não é tão pequeno assim... Olha! Adormeceu...