segunda-feira, 1 de março de 2010
domingo, 27 de dezembro de 2009

terça-feira, 4 de agosto de 2009
dias
pessoas falam comigo, oiço as suas vozes, mas não percebo aquilo que dizem, porque as ideias andam a 1000 à hora na minha cabeça (ou seja, oiço tudo, menos aquilo que a pessoa está a dizer)...
sabe sempre bem fugir um pouco, para um canto que naquela altura é só meu.
ouve-se uma musica na rádio, que por acaso é a adequada (para não dizer que é realmente aquela que se quer ouvir...)
fumam-se 3 cigarros, apenas o primeiro aceso com um isqueiro, os restantes acesos uns pelos outros...
e um trecho fica na cabeça:
... não compreendes, pai, que não posso dormir enquanto não deitar cá para fora tudo o que tenho cá dentro, recordações, desejos, poeiras no caminho, ando esquecido de como se sorri, às três da manhã gostaria que alguém ouvisse as minhas queixas, não, não tenhas medo, pai, a morte da Rita não mudou a minha vida, vou falar mais com este médico que arranjaste e entrar na Faculdade, quem mudou a minha vida foi a morte do avô, é como se ouvisse um barulho ao longe, a sua voz rouca chega a mim devagarinho, um ruído estranho...
(*) - Tudo o que temos Cá Dentro, de Daniel Sampaio
quinta-feira, 19 de março de 2009
Le Petit Prince

- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa.
Significa criar laços...
- Criar laços?
- Exactamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um menino inteiramente igual a cem mil outros meninos.
E eu não tenho necessidade de ti.
E tu não tens necessidade de mim.
Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Entrudo...

"O costume de se brincar no período do carnaval foi introduzido no Brasil pelos portugueses, provavelmente no século XVI, com o nome de Entrudo.
Já na Idade Média, costumava-se comemorar o período carnavalesco em Portugal com toda uma série de brincadeiras que variavam de aldeia para aldeia. Em algumas notava-se a presença de grandes bonecos, chamados genericamente de "entrudos".
No Brasil, essa forma de brincar — que consistia num folguedo alegre mas violento — já pode ser notada em meados do século XVI, persistindo, com esse nome, até as primeiras décadas do século XX.
A denominação genérica de Entrudo, entretanto, engloba toda uma variedade de brincadeiras dispersas no tempo e no espaço. Aquilo que a maioria das obras descreve como Entrudo, é apenas a forma que essas brincadeiras adquiriram a partir de finais do século XVIII na cidade do Rio de Janeiro. Mesmo aí, a brincadeira não se resumia a uma única forma. Havia, na verdade vários tipos de diversões que se modificavam de acordo com o local e com os grupos sociais envolvidos.
Atualmente, como explica o pesquisador Felipe Ferreira, em O livro de ouro do carnaval brasileiro, entende-se que existiam, no Rio de Janeiro do início do século XIX, duas grandes categorias de Entrudo: O Entrudo Familiar e o Entrudo Popular."
sábado, 10 de janeiro de 2009
para cada um interpretar do seu modo...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Leituras de Férias...
Paulo Coelho
In: O Demónio e a Senhorita Prym
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Em dia de Sagitariano....
"- Olá Veronika.
A jovem tinha um ar apavorado.
- Tu estás bem?
- Estou. Felizmente consegui escapar deste tratamento perigoso, mas isso não se repetirá mais.
- Como é que sabes?
(...)
- Lembras-te da primeira pergunta que te fiz?
- "O que é a loucura"?
- Exactamente. Desta vez vou responder sem fábulas: a loucura é a incapacidade de comunicar as suas ideias. Como se estivesses num país estrangeiro - vês tudo, percebes o que se passa à tua volta, mas és incapaz de te explicar e de ser ajudada, porque não ententes a lingua que falam ali.
- Todos nós já sentimos isso.
- Todos nós, de uma forma ou de outra, somos loucos"
Paulo Coelho
In: Verokina Decide Morrer
domingo, 16 de novembro de 2008
Tudo o Que Temos Cá Dentro

sexta-feira, 12 de setembro de 2008
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Tudo o que temos cá dentro (II)
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Tudo o que temos cá dentro
Sei, neste instante, que só restam sombras, medos, solidão à noite no meu quarto, a minha mãe na sala ao lado a ver televisão, a frase do meu pai quando o encontrei há um ano num café de Campolide (um balcão enorme a servir sopas, pastéis de bacalhau e rissóis de camarão, mesas alinhadas a quatro, uma toxicodependente magríssima a pedir um bolo e a ser mandada embora por um empregado de bigode).
«A vida é um dilema singelo, ou se é bigorna ou se é martelo»"
Daniel Sampaio
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Uma questão de mundos...
Então eu desenhei.
Olhou atentamente, e disse:- Não! Este já está muito doente. Desenha outro.
Desenhei de novo.
O meu amigo sorriu com indulgência:- Bem, isto não é um carneiro. É um bode... Olha os chifres...
Fiz mais uma vez o desenho.
Mas ele foi recusado como os precedentes:- Este é muito velho. Quero um carneiro que viva muito.
Então, perdendo a paciência, como tinha pressa de desmontar o motor, rabisquei o desenho ao lado.
E arrisquei:
- Esta é a caixa. O carneiro está lá dentro.

- Era assim mesmo que eu queria! Será preciso muito capim para esse carneiro?
- Porquê?
- Porque é muito pequeno onde eu moro...
- Qualquer coisa chega. Eu dei-te um carneirinho de nada!
Inclinou a cabeça sobre o desenho:
- Não é tão pequeno assim... Olha! Adormeceu...
sexta-feira, 20 de abril de 2007


